sábado, 29 de setembro de 2012

Mais uma derrota do PIG: Ministério Público pede arquivamento de investigação sobre Lula

Vermelho

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) pediu o arquivamento das investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado pela oposição de tentar interferir no andamento da Ação Penal 470 – do mensalão - no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação do MPF sobre o caso não apontou conduta criminosa por parte de Lula e que as acusações não estavam respaldadas por provas. .

“Nas declarações dadas pelo ministro (do STF, Gilmar Mendes), o Ministério Público não detectou um pedido específico de Lula no sentido de ver adiado o julgamento do mensalão”, destacou o órgão.

No documento, a oposição acusava Lula de praticar os seguintes crimes em conversa mantida com o ministro Gilmar: coação no curso do processo, tráfico de influência e corrupção ativa. A justificativa do pedido era que o caso merecia apuração mais aprofundada do Ministério Público porque havia indícios de coação no curso do processo, tráfico de influência e corrupção ativa.

Sem bases

O procedimento de investigação criminal era basedo em denúncia em uma reportagem publicada da revista Veja, que relatava suposta pressão exercida por Lula sobre o ministro Gilmar Mendes, para adiar do julgamento.

O ministro Gilmar Mendes não respondeu aos ofícios do MPF com pedidos de informação acerca das acusações. E, nas declarações dadas pelo ministro, o Ministério Público não detectou um pedido específico de Lula e o próprio Gilmar Mendes afirmou, em entrevista, que não houve um pedido específico do presidente em relação ao "mensalão". Ainda segundo o ministro: "Lula manifestou um desejo e eu disse da dificuldade que o tribunal teria, ele não pediu a mim diretamente".

Já o ex-ministro do STF, Nelson Jobim, relatou, durante as investigações, ter testemunhado toda a conversa entre Lula e Mendes, assegurando que "em nenhum momento o ex-presidente solicitou ou sugeriu ao ministro Gilmar que atuasse no sentido de obter o adiamento do julgamento do mensalão", ou ainda que "em nenhum momento o ex-presidente mencionou ter controle sobre a CPI do Cachoeira ou ter qualquer influência sobre seus trabalhos".

Em nota à imprensa, por meio do Instituto Lula, o ex-presidente demonstrou indignação e alegou que a versão da revista sobre o teor da conversa mantida com o ministro Gilmar era inverídica.

Da Redação em Brasília
Com Informes PT

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