sábado, 28 de fevereiro de 2009

Benefícios da Globalização?

Alguém saberia dizer quais foram os benefícios da globalização? Acho que só no bolso dos especuladores, principalmente aqueles das pirâmides. Eis um novo termo: Especulador Piramidal. Veja o texto abaixo.

Satisfação

Alberto Luiz Fonseca
De Sidney, Austrália

Nós, seres humanos, gostamos mesmo é de estórias, né? Mesmo que seja estória pra boi dormir. Vejamos então o que está em voga no cenário internacional hoje em dia.

Em primeiro lugar, estamos todos esperando que a turma do Obama entre em ação, certo? Parece que promete.

Vocês viram que a Hillary Clinton, nova Secretária de Estado (cargo equivalente ao de Ministra das Relações Exteriores para nós) dos Estados Unidos, em sua primeira viagem internacional, foi visitar a Ásia, sobretudo China e Indonésia? Foi.

Ah, China, todo mundo sabe o porquê. Mas, e a Indonésia? Bom, começa pelo fato de ser a maior nação islâmica do mundo, modelo de democracia islâmica, além de ser a maior economia do sudeste asiático.

Depois, a sede da organização regional ASEAN (que é como se fosse o Mercosul do sudeste asiático) fica em Jacarta, capital da Indonésia. E a presença do Presidente Obama na cúpula da ASEAN - que ocorre na Tailândia neste fim-de-semana - está confirmada!

Não por acaso, alguns especialistas indicam que a primeira região a sair da recessão global será exatamente essa. Fica, portanto, a lição: não nos esqueçamos da Ásia.

E o mais? Bem, temos aí pela frente a já famosa Cúpula do G-20, em Londres, dia 2 de abril. Rumo ao chamado novo "Global Deal". Vamos acertar ações coletivas dos países para enfrentar a recessão global e o aperto de crédito.

Em Londres, no dia 2 de abril de 2009, fiquem de olho no que vai sair dali. Nome pomposo o evento já tem: "The London Summit on Stability, Growth and Jobs".

Delicioso, para mim, está sendo ouvir certos intelectuais e políticos falando na imprensa internacional do risco de "desglobalização" do mundo.

Leitor, leitora, no churrasco do fim de semana, com seus colegas de faculdade, seus amigos do trabalho, usem o termo. Pode ser até "desglobalization", em inglês, para ficar mais chique. Esse é o termo do momento.

O que significa? Bem...

Parece que os mesmos intelectuais de plantão querem agora que haja cooperação internacional para preservar os "benefícios" da Globalização. Uai, (desculpe mas aqui tenho de ser mineiro na expressão), o vilão não era exatamente a Globalização? Não entendo nada. Às vezes, é isso mesmo. É pra não entender.

Os famosos "formadores de opinião" são assim mesmo: querem que você esqueça algumas coisa, lembre-se só de outras.

Já leram "1984", do George Orwell? No livro, o membro do Partido chefiado por Big Brother que quiser ter sucesso na carreira tem de esquecer as coisas todas que, mesmo tendo acontecido de verdade (há poucos dias), contradizem a mentira que o Partido está contando hoje. Ele então deve acreditar nessa mentira, como se fosse a verdade.

Com isso, dentro da cabeça do bom partidário, a verdade se "renova" toda semana. Vão, eles todos, como carneirinhos, acreditando no que o partido divulga. Ah, claro, quem se lembra de um fato que contradiz o partido é um traidor da causa.

No mundo real, nosso, há coisa parecida, garanto-lhes que há. Mais sutil, mas com resultado não menos eficaz. Vejam, por exemplo, o seguinte: quando sobe o preço do barril de petróleo, sobe o preço da gasolina na bomba.

"Muito justificado!" Dizem, no jornal noturno (em rede de TV nacional) as assessorias de imprensa da Petrobrás, do sindicato dos petroleiros, dos distribuidores de picolé, dos posto-de-gasolinistas e outros.

Depois, engraçado... quando baixa o preço do barril de petróleo, o preço da gasolina na bomba NÃO baixa. E niguém explica nada no jornal-noturno-da-TV-em-rede-nacional. Simplesmente não se discute o assunto. Esquecemos. Dá-lhe, George Orwell. Um visionário, escrevendo seu livro em 1948. Vocês não acham?

Outro novo conto da carochinha, que está aí para quem quiser ler nos grandes jornais mundiais, "The New York Times, "The Times" e outros, é o seguinte. Agora, nós vamos fazer a "reformulação" do sistema financeiro internacional. Haverá um novo FMI, novo Banco Mundial etc.

Ah, sim, mais outra. A moda agora é "mais governo".

Parece criança brincando, não parece, caro leitor, cara leitora? Até outro dia, o brinquedo era de "menos governo". Governos são maus administradores, gastam mal o dinheiro público, a iniciativa privada é muito mais eficiente, blá, blá, blá.

Agora, mudou. Governos são responsáveis, cuidam do bem estar de todos, enquanto empresas, bancos e seus executivos só querem saber de "levar o seu".

Além disso,como estes últimos ficaram muito "desregulados" na brincadeira anterior, agora o mundo está sofrendo. Solução: acabou essa brincadeirinha. Vamos brincar de novo, mas com novas regras.

Enquanto isso, num giro pelo mundo real... Há poucos dias, dois submarinos com propulsão nuclear e armados com míssies nucleares, o "Triomphant", da França, e o "Vanguard" britânico (gostaram dos nomes, super-chans, não acham?), durante seus passeios subaquáticos.... colidiram em pleno Oceano Atlântico!

É verdade. Poderia ter começado a 3ª Guerra Mundial - e ninguém nem notou. Vejam que a notinha da Agência Reuters sobre o acidente saiu em vários jornais pelo mundo afora.

Mas, não com muito destaque, claro. Inglaterra e França são do time dos "bonzinhos", ninguém vai fazer estardalhaço, certo?

Ora, como se sabe, o princípio do sistema internacional para o desarmamento nuclear é assim: quem já tem bomba nuclear fica com ela (esses são os "bonzinhos"); quem não tem, não pode desenvolver (esses são os "malvados").

E o Presidente Omar Al-Bashir...quem!? Omar Al-Bashir, Presidente do Sudão. Continua aprontado das suas. E a pirataria na costa da Somália aumentou assustadoramente em 2008. E os direitos humanos na ex-Birmânia em Miyanmar?

Será que só vamos prestar atenção nessas coisas todas quando o Jorge Benjor fizer uma música sobre elas?...

(PS: gosto muito do Benjor, viu? Sou fã.)

Ato público contra a Folha de São Paulo

Como indignação à Ditabranda, seguindo a orientação do Eduardo Guimarães do site Cidadania.Com, está marcada uma manifestação contra a FolhaSP no próximo dia 07/03 a partir das 10:00 hs, na Alameda Barão de Limeira, 425 - Santa Cecília, São Paulo - SP, 01202-001. Apesar de estar no Rio de Janeiro, eu deverei estar lá sim, pois sou favorável ao maior número de pessoas nesta manifestação, justamente pelo motivo que escrevi no meu post anterior.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Ditabranda - um tiro no peito

Mais uma vez o PIG, representado pelo seu patrão-mor, a FolhaSP, desta vez não deu um tiro no pé, mas no peito mesmo. Eu, especialmente posso dizer que fui afetado no texto de 17/02/09 do Sérgio Malbergier, editor do caderno Dinheiro da FolhaSP, senão vejamos. Meu pai foi perseguido pela ditadura. Nós, naquela época, morávamos em Maceió-AL, e meu pai que se intitulava simpatizante do Comunismo, se reunia clandestinamente nos arredores da cidade. Às vezes ele tinha que fugir para não ser pego e ter que delatar seus amigos e ficava dias e até semanas fora. Só não passávamos fome porque minha mãe é costureira, o que ajudava nas despesas de casa durante sua ausência. Mas, o que mais me deixa estarrecido com tudo isso, pelo menos na minha cabeça, é que começo a enxergar nisso tudo um novo ciclo de golpismo na América Latina. Pelo que sei, naquela época, tudo aquilo foi articulado, pago e enfiado nas gargantas da direita pelo E.U.A, tendo como pano de fundo o "mêdo" da expansão do Comunismo no Cone Sul. Isto foi uma desculpa para poder controlar, dominiar e colonizar nossa América Latina a custa de milhares de mortes de pessoas que discordavam e lutavam contra a dominação mentirosa americana. Então! se isso fôr um novo ciclo, quem ou quais instituições estão por trás de tudo isso? Será que é a direita brasileira sozinha? ou estamos vendo o mesmo ciclo se repetindo com nova roupagem? Afinal estamos assistindo a águia com as asas quebradas em queda, ou seja, os E.U.A quebrados. Basta ver que eles estão por trás dos problemas na Venezuela e da Bolívia e isso já foi amplamente divulgado. Então, nobres cara-pálidas do Brasil, temos uma escolha, diante deste texto infeliz da Folha: se ficarmos quietos e calados e nada acontecer, tudo cotinua normal, só que a ditaPIG irá começar a acreditar e a realizar o golpe de direita, se possível começando pela destituição do Presidente Lula, eleito democraticamente nas urnas, porém se fizermos alguma coisa, pelo menos um ato público contra a FolhaSP, poderemos quem sabe, dar um freio a essas pretensões golpistas que acreditei tivessem um dia sido sepultadas.

Ainda voltarei a escrever sobre o assunto, outras vezes.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A nova culpa do Lula: a corrupção no PMDB

Mais uma culpa atribuída ao presidente Lula: a corrupção generalizada do PMDB. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), veio com esse "furo", onde durou muito pouco para se perceber qual era a real intenção deste senador, ou seja, ele queria ser expulso do partido para poder compor uma chapa como vice do Serra. Quer dizer então que na época do F.H.C, onde este partido era parte da base de seu governo, o PMDB não era corrupto? Só agora que ele descobriu isso? Antes acusavam o Lula de querer governar somente com o PT, ou seja, acusavam o Lula de querer uma hegemonia partidária governista e ao mesmo tempo ser autoritário em não querer compor com nenhum partido, agora quando fez suas composições, e o PMDB não poderia ficar de fora, querem por a culpa no Lula pela corrupção do PMDB. Portanto, se o senador Jarbas Vasconcelos acusa o PMDB de ser corrupto, que traga os nomes e as provas para que o Ministério Público possa atuar. De resto, tudo isso é apenas mais uma grande palhaçada pigmidiática em seu desespero final para ver se atinge o Lula.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um novo Iraque- parte2

Não foi tão difícil de prever, nos meus posts de janeiro com os títulos "Um novo Iraque - parte1" e "CNN manda acabar a guerra". A indústria da Guerra aprova um empréstimo de U$ 900 milhões para reconstruir Gaza. A ONU foi escolhida para fazer este gerenciamento. Parece que é só para isso que a ONU serve. Quem levará a "boa" notícia para a região é nada mais nada menos que a nova secretária de estado, Hillary Clinton. Ainda falta o congresso americano aprovar. Também não será difícil prever que será aprovado. Olha só como são as táticas dessa indústria. Munidos de pranchetas nas mãos, como num jogo de xadrez, eles pensam como será detonada a crise entre 02 países, desses 02 eles escolhem 01 para ajudar. A CNN vai até o local e pede um tempo para poder instalar seus equipamentos para o grande Show. Um deles dispara um míssil contra o outro; pronto, está inventada a guerra. A ONU tenta intervir, mas não tem como, pois o show já começou. Os donos das empreiteiras e das fábricas de armas esfregam as mãos, pois o lucro é certo. A secretária de Estado, falo secretária porque ultimamente é sempre mulher que ocupa este cargo, pois a presença feminima torna menos tenso quando chega o momento das condolências e acenar com alguma ajuda. No meio da guerra, para dizer que não se faz nada ela telefona para o Papa, que com a mídia presente protesta contra o conflito. Quando acaba a guerra ela se prepara para a grande viagem levando a "boa" notícia que haverá alguma ajuda para reconstruir a cidade. Aí tudo volta ao normal, menos para os homens das pranchetas, que já pensam em novos conflitos. Afinal a industria não pode parar.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A tresloucada epopéia de Serra

O recente índice de popularidade do Lula e também a crise, parecem estar fazendo um verdadeiro estrago na tresloucada epopéia de Serra para a presidência. Com o PIG ainda na mão, às vezes parece querer escorregar-lhe, ele a todo momento tem que mudar, inventar, tripudiar, imitar, pegar carona, etc. em suas táticas. Veja o texto abaixo do site do Luiz Nassif.

A perda de rumo de Serra

Por weden

Pois é Nassif,

A Folha e a Veja vão jogando Serra numa sinuca.

Vamos chamar isso de “A opção mercadológica de Serra”

Vislumbro problemas muito sérios para José Serra se ele insistir em se apoiar neste jornalismo de alcova. E, para falar a verdade, nem sei se há mais retorno. Esta iniciativa ventríloqua de usar Jarbas Vasconcelos, o amigo de Orestes Quércia, para fazer a já tão saturada campanha moralista mostra a grande desorientação em que se encontra José Serra neste momento.

Definitivamente a revista Veja e Folha de São Paulo não são boas companhias para ele. Mas parece que ele, Serra, não percebeu o risco que corre.A desenvoltura com que Lula assumiu sozinho as bandeiras das esquerdas, e ainda de lambuja conduziu o país sob uma perspectiva liberal, na economia, deixou a oposição em maus lençóis.

Ela não é reconhecida sequer como algo a ser levado a sério pelo espectro de esquerda. Pergunte a um esquerdista se ele gosta de Lula e ele poderá até fazer duras críticas ao presidente petista. Mas pergunte depois se ele compactua com os oposicionistas e ele o responderá mal e ofendido.

Mas estamos falando de uma oposição pouco hábil, moralista, preconceituosa, com um histórico ruim.

Esperava-se de José Serra que fosse um político um pouco mais habilidoso. Sobressaísse entre os seus pares.

Alguém que pudesse ir gradativamente sinalizando um diálogo com as esquerdas – o que não o impediria, evidentemente, de ser o candidato das direitas (o plural é o reconhecimento da heterogeneidade das abas ideológicas).

Mas não. Serra teme perder o apoio de um lado, se avançar o sinal. Está refém do que existe de mais reacionário no país. Em vez de transitar entre as faixas progressistas das duas “asas” ideológicas, prefere apoiar lançamentos de livros de neocons, fazer política de alcova com o suporte da Folha e da Veja, destruir seus últimos laços com todo o progressivismo do país.

Eis a sinuca: Aécio já percebeu a estupidez do governador paulista. È nesta zona cinza entre Dilma e Serra, que ele está buscando o seu nicho.

Conseguiu praticamente a garantia de realização das prévias (negar a ele este direito seria jogar Minas inteira contra Serra) e agora como um amigo-urso convida o correligionário a andar pelo país. Serra não pode dizer que sim. Nem pode dizer que não.

Não pode negar, porque isto mostraria arrogância ou temor – qualidades absolutamente negativas em alguém que quer ser presidente. Não pode dizer que sim, porque simplesmente assumiria, ironicamente, o papel de cabo eleitoral de Aécio (o governador mineiro pegaria caronas na projeção midiática da caravana serrista).

Mas o maior risco de Serra está justamente naquilo que ele tem de maior: o apoio funesto das tendências neocons da Folha e da Veja. Estes dois veículos vivem reverberando teses reacionárias (o “Caso Ditabranda” foi a última estripulia folhesca). Ao mesmo tempo em que são identificados pelo público como serristas.

Daqui para frente, Aécio se mostrará um candidato mais à esquerda; não tanto quanto Dilma, evidentemente, mas será percebido como um candidato que nunca desdenhou do eleitor lulista – como o fizeram a Veja e a Folha - e nem abriu um hiato insuperável com aquela banda ideológica – como fazem diariamente a Folha e a Veja.

Serra fez muito mal em se apoiar em Veja e Folha – elas encontraram razões estúpidas, mas mercadológicas, no que fizeram: a opção pela murdoquização de um lado, a perda de leitores críticos para a web do outro.

Mas Serra não deveria ter caído nesta. Nem está sabendo jogar policamente - não me venham com objeções baseadas em pesquisas: isso se consome como algodão doce ao vento.

Mal assessorado, teimoso ou simplesmente medroso, ele não poderia ter feito (nem continuar fazendo) opções estritamente mercadológicas – quanto mais, estúpidas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Bons Dias Sra. Presidente


Este epsódio, com uma frase infeliz onde mostra a foto da Marta Suplicy e a Ministra Dilma no Blog do Josias, este sujeito colunista da FolhaSP, foi mais um tiro no pé do PIG e o PIG irá cobrar isso dele, e, nós, blogueiros do outro lado, cobraremos muito mais, mas por motivos diferentes. Os nossos motivos serão pela grande falta de respeito com essas duas mulheres modelos de caráter, personalidade e comprometimento para com o Brasil. O deles é o tal tiro no pé. Por que tiro no pé? Porque o povo saberá cobrar essa falta de respeito nas urnas. Sra. Ministra Dilma Rousseff, apesar deste humilde blogueiro ser a favor da terceiro mandato do Presidente Lula, já a vejo vitoriosa para o próximo pleito presidencial, pois tudo indica, até o momento, que o Lula não quer se submeter a tal propósito. O PIG já deu o 1º tiro no pé, que foi o de publicar a todo o momento que o Brasil iria quebrar e deu-se conta que quebraria junto acordando a tempo. O 2º tiro no pé foi exatamente essa foto acima. E tem mais um no bolso do colete: no passado, na CPI dos Cartões onde você nocauteou o Senador José Agripino Maia. Somente esses dois eventos, a foto acima e o vídeo do Senador José Agripino Maia sendo nocauteado por você e mostrados durante o horário político já basta, portanto, bons dias Sra. Presidente.