domingo, 17 de junho de 2012

Esta é a nossa Erundina

Carta Maior

Uma aliança com a dignidade

Por Saul Leblon
Uma grande frente da direita brasileira se move na ansiosa tentativa de preservar o comando da maior capital do país. O comboio transporta interesses pesados; não perder sua maior vitrine política é um deles; propiciar ao candidato da derrota conservadora em 2002 e 2010 um holofote de sobrevida até 2014, outro Há também o orçamento: R$ 40 bilhões, maior que o de vários Estados. Serra teria hoje 30% das intenções de votos na corrida pela prefeitura de São Paulo; seu principal oponente, Fernando Haddad, 3%. Lula adoeceu no meio do caminho e já se recuperou. Mas a convalescença pode reduzir a decisiva participação em uma disputa com DNA nacional.

O conservadorismo atrelava vagões ao comboio e exultava a cada tropeço do outro lado. A frustrada tentativa de cooptar Kassab parecia ter subtraído ao PT até mesmo o discurso da polaridade ideológica. Com Marta ressentida e afastada, Serra chocava a serpente ao abrigo de confrontos constrangedores. A incubação conservadora ia bem até que uma palavra que desequilibra o lado contra o qual ela se volta entrou no jogo: dignidade, ou Luiza Erundina. Essa mulher nordestina e socialista, ex-prefeita da capital, que alguns criticaram pelo excesso de zelo com a causa popular, será a parceira de Haddad para devolver a São Paulo algo de inestimável valor: o resgate do voto como um engajamento que faz sentido outra vez na luta por uma cidade a serviço dos cidadãos.

Em 2010, seus 50 anos de integridade e dedicação à justiça social foram manchados por uma condenação no Supremo Tribunal Federal: malversação de fundos públicos. Pela sentença, de um processo que se arrastava há 20 anos, Erundina teria que devolver aos cofres municipais cerca de R$ 350 mil, quantia de que não dispunha, nem nunca teve, razão pela qual a Justiça determinou o leilão de seus únicos bens de valor: um apartamento de 80 m2 na zona sul de São Paulo, avaliado então em R$ 100 mil e dois carros populares - um Palio 97 e um Gol 2004, do tipo 'rodados'. As razões que a levaram à condenação e a forma como ela a superou resumem a inquietação que o seu engajamento eleitoral causa agora nas fileiras da direita.

Erundina não virou ré por qualquer desvio de dinheiro público; sua administração não foi acusada de fraude em licitações ou superfaturamento; ela não nomeou, como fez Serra, um achacador para Departamento de Aprovação de Edificações da Prefeitura, que em poucos anos 'adquiriu' 125 imóveis de alto padrão. Não, eu crime,pelo qual quase perdeu o seu único patrimônio, foi não ter boicotado uma greve geral dos trabalhadores brasileiros, em 1989. Em março daquele ano, a então prefeita de São Paulo determinou que fossem impressos cartazes explicando à população que os ônibus municipais não circulariam nos dias 14 e 15 em apoio à greve geral convocada pela CUT e a CGT, como protesto contra o "Plano Verão.

A decisão de que ela deveria ressarcir os cofres da despesa com os cartazes era definitiva e não cabia mais recurso. A mais pobre ex-prefeita de São Paulo contou então com a ajuda dos amigos para evitar o desastre. Um grupo organizou uma campanha nacional com jantares e doações populares que se espalhou rapidamente, acumulando depósitos de R$ 2 a R$ 20 mil na conta aberta para essa finalidade.

A resposta massiva assumiu contornos de indignação suprapartidária e solidariedade ecumênica a ex-prefeita. Em pouco tempo foi atingido o montante necessário e saldada a sentença. Na verdade, os recursos ultrapassaram o valor estipulado em R$ 7 mil, que Erundina decidiu doar a uma instituição de caridade escolhida com a ajuda dos amigos da campanha. Bem-vinda, senhora dignidade.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

LULA ABORTOU GOLPE DE DEMÓSTENES CONTRA GOVERNO DILMA



“Segundo o veículo de comunicação goiano “DM”, Lula teria abortado um golpe cuidadosamente articulado pelo senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira contra o governo da presidenta Dilma Rousseff. Embora o artigo não apresente provas do envolvimento do ex-presidente com a questão, vale a pena lê-lo para conhecer mais dos objetivos do ambicioso senador.

Segue abaixo a íntegra do texto do “DM”:

LULA ABORTA O GOLPE

CAI A MAIS AUDAZ E AMBICIOSA CONSPIRAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL

Nos bastidores da “Operação Monte Carlo”, deflagrada pela Polícia Federal, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) e o “empresário de jogos de azar” Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, gestavam uma estratégia que passou ao largo das investigações: pavimentar a candidatura do parlamentar para o Palácio do Planalto em 2014.

A meta de Demóstenes e Cachoeira era construir uma teia de relações políticas e uma estrutura financeira que viabilizassem a candidatura [de Demóstenes] à sucessão da presidenta Dilma Rousseff. Segundo políticos e interlocutores do senador, o projeto foi a senha para o desencadeamento da operação policial e a entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas articulações, com vistas a abortar a estratégia.

Como se viu, a articulação política de Demóstenes e Cachoeira foi marcada por tentativas como, por exemplo, a discussão sobre a troca de partidos, daí as conversas sobre a saída do senador no DEM e o ingresso no PMDB. Na prática, o próprio movimento para a entrada do ex-democrata no ninho peemedebista e, portanto, na base aliada da presidenta Dilma, naufragou quando o PT e o Planalto perceberam a relação de Demóstenes com o contraventor.

O ESCORREGÃO INESPERADO NO CAMINHO PARA A RAMPA DO PLANALTO

A estratégia do senador e Cachoeira, segundo esses mesmos políticos e interlocutores, fica clara em trechos das gravações em que, a despeito de exaltarem suposta proximidade com o governo de Goiás, eles criticam o governador Marconi Perillo e reclamam de planos frustrados para a administração estadual.

O maior sonho do Demóstenes sempre foi pavimentar a candidatura nacional e subir a rampa do Planalto, por isso ele foi tão longe na defesa da bandeira da ética e encampou tantas propostas polêmicas na área de segurança pública e peitou caciques como (José) Sarney (PMDB-AP) e Renan (Calheiros, PMDB-AL)”, diz um amigo do senador.

O senador goiano foi longe em seu intento. Reeleito senador pelo Estado, o nome de Demóstenes entrou novamente, e com mais força, na bolsa de cotações para uma eventual candidatura de vice na chapa do PSDB ao Planalto. Nos momentos de estremecimento entre tucanos e democratas, o nome do senador goiano era citado até mesmo como alternativa para uma candidatura própria. Daí a profunda mágoa e a rápida reação dos líderes democratas em expulsá-lo do partido quando as denúncias contra ele e Cachoeira vieram à tona.

A princípio, a percepção era de que Demóstenes visava candidatura ao governo de Goiás em 2014, apresentando-se como alternativa ao PMDB e ao PSDB goianos. Mas o projeto, segundo interlocutores, sempre foi a Presidência da República.

Demóstenes dizia que, para garantir a sua candidatura à presidência, ele precisava marcar o debate nacional com discurso mais elaborado e convincente do que dos seus opositores. Ele encontrou, no debate sobre a ética na política, a ponte perfeita para encurtar esse caminho até o Planalto”, diz outra fonte, que também preferiu não se identificar. Aliás, segundo esse interlocutor, o projeto de Demóstenes para o Planalto nunca levou a aliança com o PSDB goiano em consideração. Era carreira solo entre Demóstenes e Cachoeira.

Na esteira do debate político, estava a ética. O lastro financeiro era Cachoeira e sua rede de contatos no Estado e no cenário nacional. O “empresário de jogos de azar” foi o primeiro, segundo interlocutores do senador, a abraçar a proposta e se apresentar como colaborador na área financeira.

O Cachoeira ficava imaginando os negócios que poderia fechar se tivesse nas mãos a fatura de uma corrida vitoriosa para a Presidência da República”, diz outro interlocutor.

Nascia ali um PC Farias com muito mais bala na agulha”, comenta a fonte, em referência ao pivô da crise política que levou ao impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.

O CENÁRIO FAVORÁVEL NO FIGURINO DO PALADINO E NO ARMÁRIO DA CORRUPÇÃO


O cenário para a consagração de Demóstenes era perfeito. O político surgiu para o Brasil nas asas de uma carreira incontestável no Ministério Público, de onde foi catapultado para a Secretaria de Segurança Pública. Aí, o “xerifão” mais uma vez ganhou as manchetes da imprensa com a atuação para desvendar o sequestro de Welington Camargo, irmão da dupla sertaneja Zezé e Luciano. A fama de durão e incorruptível pavimentou o caminho para duas eleições consagradoras para o Senado.

Com o discurso de “paladino da moralidade” na ponta da língua na tribuna do Senado, temperado com frases espirituosas e inteligentes, Demóstenes logo virou o queridinho da imprensa nacional. Não custou muito para ganhar as páginas da “Veja” como o “mosqueteiro da ética”. Pilotando este marketing de Catão, surfou fácil nas ondas da maré anticorrupção que inunda o País.

Não poderia ser nome melhor para enfrentar o petismo atolado até a garganta com denúncias de corrupção, entre elas o mensalão e a demissão de oito ministros do governo Dilma. Demóstenes, sem dúvida, despontava como “o Dom Quixote brasileiro que lutava contra os moinhos verdadeiros da corrupção nacional, tendo como fiel escudeiro o empresário Carlinhos Cachoeira”.

Isso deixou Lula angustiado, pois certamente colocaria fim ao domínio petista no País, que se aproxima de 16 anos e caminha tranquilo para hegemonia de 20 anos. O senador goiano poderia ser o homem que dispararia o tiro de misericórdia no lulismo. Lula, porém, teve a competência de enxergar a ameaça e abrir fogo contra o inimigo, agora desmascarado em todo o Brasil, depois de reveladas as estrepolias demostenianas.

A operação era ousada, mas se comprova pela rede montada pela dupla em todo o Brasil que se estendia em todo o tecido dos três poderes. Para isso, não titubearam em mexer e usar todas as peças do tabuleiro, incluindo gente do Executivo, Judiciário e do Legislativo, em todas as esferas.

Tanto é que, quando o escândalo explodiu, o Senado solidarizou-se de imediato com Demóstenes. Mas, em seguida, o DEM o expulsou e agora até mesmo o PMDB de Iris Rezende, acostumado a abrigar em suas fileiras políticos com vasto currículo de malfeitos, o rejeitou.

Tudo foi pelos ares, porém, pela astúcia do ex-presidente Lula, que, mesmo abatido pelo câncer, não perdeu o faro e a visão que o tornaram o maior político do Brasil.

E o cenário dos “Moinhos de Ventos de La Mancha” (da corrupção) terminou com dois Sancho Pança, personificados em Demóstenes Torres e Carlos Cachoeira como as tristes figuras do épico de Cervantes.”

FONTE: “DM.com.br”. Transcrito no portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=185235&id_secao=1) [Imagem do google adicionada por este blog ‘democracia&política’]

domingo, 10 de junho de 2012

Rock - 15/06/12 - Ummagumma Pink Floyd Cover (Rio de Janeiro - RJ)

Pausa para curtir um Rock que este blogueiro não é de ferro.
Aos roqueiros de plantão e aos que curtem o Pink Floyd, não percam o show do Ummagumma. Dias 15 e 16/06. O valor do convite é R$ 50,00. Este teatro fica próximo a Estaçao Cinelândia do Metro. Estaremos lá.

whiplash.net

15/06/12 - Ummagumma Pink Floyd Cover (Rio de Janeiro - RJ)

Postado por Maria Isabel Silva | Fonte: Produção Ummagumma PFC | Acessos: 390
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Informações sobre os shows:
Data: dias 15 e 16 de Junho de 2012 - Sexta e sábado
Local: Teatro Rival Petrobras
Endereço:Rua Álvaro Alvim,33/37 - Subsolo - Cinelândia - RJ/RJ
Horário: 19:30 horas
Classificação: 16 anos(Menores somente acompanhados dos pais ou responsável)
Ingressos: A venda na bilheteria do Teatro Rival Petrobras e pelo Ingresso.com, a partir do dia 26 de maio.
Com o propósito de levar ao público, da maneira mais fiel possível, o show de uma das maiores bandas de rock progressivo de todos os tempos, nasce na cidade de Três Pontas/MG, o projeto UMMAGUMMA.
Após seis meses de intensa preparação, em 28 de setembro de 2002, acontece o primeiro show, alcançando já na sua estréia um enorme sucesso de público e crítica.
Ao longo dos 10 anos de estrada, a banda já se apresentou em algumas das maiores e melhores casas do país, tais como: Canecão(RJ) - Rio Rock e Blues Club(RJ), Minascentro - Chevrolet Hall - Palácio das Artes(BH), Cine Theatro Central(Juiz de Fora/MG), Clube Jundiaíense(Jundiaí/SP), Centro de Vivência da UFV(Viçosa/MG), Centro de Convenções da UFOP(Ouro Preto/MG), Teatro da Urca(Poços de Caldas), dentre outras; além de praças públicas, parques de exposições e eventos.
A banda UMMAGUMMA Pink Floyd Cover, é considerada pela crítica, como um dos melhores covers do país, e não se limita apenas ao espetáculo sonoro, buscando levar aos fãs, em proporções lógicas, uma reprodução das lendárias apresentações do Pink Floyd também no aspecto visual, fazendo com que o público se sinta num verdadeiro show da banda inglesa.
O repertório passa por todas as fases do quarteto inglês, desde “The Piper At The Gates Of Dawn” até “The Division Bell”
É realmente um show imperdível!!!

sábado, 9 de junho de 2012

Sidney: "Obama pode virar Lula"

Se a Globo interpretar o post do Sidney Resende como um elogio ao Lula, ele poderá ser demitido. Por isso eu não vou tentar interpretá-lo. Acompanhe abaixo.

Obama pode virar Lula

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 08/06/2012 21h27
O discurso de hoje do presidente Barack Obama sobre a necessidade de se gerar mais empregos nos Estados Unidos por uma combinação público-privada e a sua receita para barrar a crise europeia via crescimento, e não cortes, bate com as propostas para os mesmos problemas tornadas públicas há alguns anos pelo presidente Lula.
Obama disse hoje exatamente a mesma coisa que Lula. A diferença do que acontece na Europa agora e nos Estados Unidos e o Brasil daquela época é que aqui optou-se pelo crescimento, regulação do mercado, interferência no Estado em algumas ações de agentes econômicos, incentivo a setores geradores de emprego, políticas de compensação e estímulo ao consumo. Deu certo. Coincidência?
Na verdade, não chega a ser a descoberta da pólvora barrar a estagnação com crescimento e consumo. Dar um basta na austeridade absoluta é um certo estilo Keynes de tratar o que hoje chamamos de "crise na Zona do Euro".
Por isso, Sarkozy foi para casa e, se bobear, até o povo alemão manda Angela Merkel vestir pijama logo, logo.
Obama disse com todas as letras que a crise europeia será superada pela flexibilização e não com mais cortes.
Ou Obama cola no estilo Lula ou perderá a eleição para Mitt Romney.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Brasil de Fato: Campanha "Especial Privataria Tucana" arrecada R$ 56 mil em dois meses

Graças à colaboração de 497 brasileiras e brasileiros, 400 mil jornais já estão sendo distribuídos gratuitamente por várias regiões do país

04/06/2012 da Redação

                       (baixe e veja o PDF aqui)
Após dois meses de campanha, o jornal Brasil de Fato encerrou, no dia 31 de maio, a arrecadação de fundos para levar o conteúdo do livro A Privataria Tucana a todos os recantos do Brasil. Graças à colaboração de 497 brasileiras e brasileiros, nos foi possível arrecadar um total de R$ 56.883,13 - o que nos possibilitou a impressão de 400 mil jornais que já estão sendo distribuídos gratuitamente por várias regiões do país.
O jornal especial, obviamente, não reproduz todo o livro. Mas, com esta edição, o Brasil de Fato pretende somar-se ao corajoso e incansável trabalho feito pela blogosfera (blogueiros progressistas) na tarefa de popularizar as denúncias feitas pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. em seu livro. Mais do que isso, o especial conclama a população a pressionar os parlamentares para que instalem uma CPI da privataria tucana, no Congresso, em Brasília.
Você que contribuiu e que deseja receber em sua casa alguns exemplares, por favor, entre em contato com o jornal pelo email juliana@brasildefato.com.br
O jornal Brasil de Fato agradece a tod@s na certeza de que a divulgação do conteúdo desse livro é um grande serviço à sociedade brasileira, pois, acreditamos ser necessário que a população brasileira saiba quem sucateou e roubou o patrimônio público desse país, construído e legado pelas gerações que nos antecederam.

domingo, 3 de junho de 2012

Se depender da Marta, Serra vence fácil

Marta Suplicy fez o que Serra gostaria que ela fizesse

A senadora Marta Suplicy não foi ontem ao lançamento oficial da candidatura de Fernando Haddad pelo PT para disputar a prefeitura de São Paulo. Sua atitude não é só de indelicadeza, mas de desrespeito político.
Marta sempre teve a militância petista em todas as campanhas majoritárias que disputou. E não foram poucas.
Em 1998, sua primeira candidatura a cargo majoritário só não foi melhor sucedida porque uma pesquisa “bem arrumada” pela dupla Ibope/Globo a tirou do segundo turno contra Paulo Maluf. Covas venceu-a por 0,4% dos votos.

Na ocasião foi o ex-presidente Lula quem bancou sua candidatura. Havia muita gente achando que José Genoino ou Mercadante deveriam ser os candidatos petistas àquela disputa. Lula queria Marta. E convenceu o partido do jeito dele. Aliás, convenhamos nem sempre Lula ganha. Perdeu com Plínio para Erundina, em São Paulo. E teve que engolir a candidatura de Luizianne Lins, em Fortaleza, em 2004. E ambas se elegeram. O que significa que nem sempre Lula impõe sua vontade ao PT. E que nem sempre acerta também.
Mas voltando a 1998, Genoino topou sair da disputa também porque vislumbrava a eleição da capital, em 2000, como algo mais interessante. Mas a votação de Marta ao governo do Estado levou-a a se tornar um nome natural do partido para a disputa de São Paulo.
E Marta foi a candidata e se elegeu prefeita em 2000.
Montou um grupo político e controlou o partido localmente com mão de ferro. Alguns de seus desafetos não tiveram espaço na gestão municipal.
Não há grande novidade nisso e faz parte do jogo político.
Marta, deste ponto de vista, realizou algo que Luiza Erundina não conseguiu. O PT governou com Marta. Sem lhe dar maiores dores de cabeça.
Na reeleição, em 2004, Marta e uma parte de seus articuladores achavam que a eleição seria vencida pelas qualidades de seu governo. Que eram muitas, muitíssimas. Mas havia o fator Marta. A prefeita, até por preconceito midiático, se tornou uma candidata pesada. Muita gente a via como uma pessoa arrogante, prepotente, metida etc.
Havia muito de razoável nesta avaliação.
Marta não se esforça nenhum pouco para se mostrar diferente. Ao contrário, Marta é difícil. Uma pessoa bem difícil.
Em 2004, por exemplo, não se esforçou para ter o PMDB como aliado na disputa pela reeleição. Fez bico e deu de ombros. Ouvi de alguém bem próximo a ela que “não valia a pena gastar nem uma vela sequer com aquele defunto”. Ou seja, o PMDB na avaliação daquele interlocutor não existia. E Marta compartilhava daquela avaliação, em garantiu o gajo.
Acontece que o partido à época de Quércia tinha um precioso tempo de TV que poderia ter sido fundamental para diminuir a rejeição a então prefeita e aumentar a aprovação de sua administração, que era alta.
Quem perdeu aquela eleição não foi a gestão, foi Marta. Quem tinha rejeição alta era a prefeita. Não seu governo.
Após a derrota de 2004, Marta disputou as prévias para disputar o governo do Estado com Mercadante e perdeu no olho mecânico. Ou seja, convenceu boa parte da militância petista de que era a melhor candidata. E quase disputou o cargo de Alckmin pelo partido.
Em 2006, tentou a prefeitura de novo. E sua campanha foi um desastre. Foi coroada pelo “é casado, tem filhos?”, que se tornou uma mácula no seu currículo tão próximo às lutas da comunidade LGBT.
Perdeu feio de Kassab no segundo turno.
Na eleição seguinte, em 2010, disputou a eleição para o Senado pelo PT. Fez uma campanha fraca, mas se elegeu com a segunda maior votação. Tendo sido superada por Aloysio Nunes na reta final.
Ou seja, Marta teve de 1998 até 2010 o apoio do PT paracinco disputas majoritárias. Ganhou duas e perdeu três. Perdeu e ganhou com o apoio da militância do seu partido.
Fez disputas bonitas, como a de 1998 e 2000. E disputas mais complicadas, posteriormente.
Fez uma bela gestão municipal em São Paulo e teve duas chances para defender essa história, em 2004 e 2008. Não conseguiu convencer o eleitor de que merecia voltar.
Por acaso Marta foi rifada pelo partido? Ela não teve condições de defender seu legado?
Essa tese que a senadora tenta vender ao não ir ao lançamento da candidatura de Fernando Haddad é falsa. Ela não tem do que reclamar.
Sua postura, ao contrário, reforça o preconceito que boa parte do eleitorado tem dela. De que é uma pessoa arrogante e que se as coisas não forem do seu jeito, não brinca. Aquela menina(o) mimada(o) que só se diverte se for o centro das atenções. Quando há alguém disputando espaço, pega o seu brinquedo e vai embora.
A atitude da senadora Marta na manhã de ontem de não ir ao encontro municipal do PT São Paulo e não atender o telefone é de um ridículo ímpar.
Conhecendo um pouco o partido, aposto que ela jogou fora uma boa parcela de sua credibilidade com a militância principalmente. Principalmente porque os jornais de hoje exploram mais a sua ausência do que a festa. Muitos petistas vão guardar essas matérias no bolso.
Marta fez o que o Serra gostaria que ela fizesse.
E, o pior, talvez tenha se divertido com isso.

sábado, 2 de junho de 2012

Noblat folcloriza Gilmar Mendes e o assume como Gilmar Dantas

O Gilmar Mendes não esperava por esta. O ato "falho" no passado feito pelo Noblat referindo-se a Gilmar Mendes como Gilmar Dantas agora deixou de ser falho e é oficial. Veja você mesmo no Blog Maria frô.
E o curioso é que a investida de Gilmar contra os Blogs pode respingar na Veja em relação aos anúcios do Governo. Se a Veja ficar sem os anúncios estatais aí ela fecha de vez. Com um amigo desses como o Gilmar a Veja não precisa de inimigo.

Nem Noblat respeita Gilmar “Dantas”

Quem me chamou a atenção foi Marcel Moreira que, igualmente, fez os prints e encaminhou as imagens.
A coisa tá muito feia para o lado dos rincões dos Mendes, Noblat pela segunda vez chama Gilmar Mendes de Gilmar Dantas, o ato falho é freudiano: